PROCEDIMENTOS E TRATAMENTOS

Caroços na Região Anal

Caroços no ânus podem surgir em qualquer idade, isoladamente ou acompanhado de outros sintomas. Eles são característicos de várias patologias, tais como:

– Hemorroida: veias anais que se dilatam em consequência de alguma situação;
– Verrugas anais: decorrentes de algumas doenças transmitidas pelo sexo;
– Abscesso: inflamação das glândulas da região anal com presença de pus, dor, vermelhidão e inchaço. É acompanhado de sintomas gerais como febre, prostração e calafrios;
– Tumor: indicativo de câncer;
– Cisto: muitas vezes acompanhado de abscesso;
– Prolapso retal: exteriorização do reto por completo ou parcialmente.
– Caroços no ânus devem ser examinados preferencialmente por um médico proctologista para definir as causas específicas e orientar o tratamento mais adequado.

 

Coceira na Região Anal

A coceira no ânus é um sintoma bastante comum que, normalmente, dura pouco tempo e que acontece por excesso de suor, ingestão constante de alimentos mais irritantes do sistema digestivo ou presença de fezes na região anal, especialmente nas crianças, que ainda não sabem se higienizar corretamente.
Porém, quando essa coceira é muito intensa ou não desaparece com a correta higiene do local, pode estar sendo causada por outras condições, como presença de vermes no intestino ou hemorroidas, por exemplo.
A coceira no ânus geralmente tem cura e seu tratamento parte da avaliação diagnóstica realizada por um médico proctologista e inclui a realização de uma a higiene correta e o tratamento específico do fator que pode estar desencadeando a coceira.

Constipação ou Diarreia

A Constipação é tradicionalmente definida como menos de três evacuações por semana. No entanto, muitos que preenchem esta definição não se consideram constipados. A evidência atual sugere que o esforço para defecar e a consistência (forma) das fezes são mais importantes. Na verdade, a presença de constipação difere conforme o indivíduo e o tempo de trânsito intestinal.Para a caracterização do quadro de constipação, o médico deve considerar todos os aspectos da queixa do paciente de constipação, incluindo a sua atitude para os sintomas. Fezes duras correlacionam-se bem com trânsito lento, mas dificuldade de eliminação e frequência de defecação não, havendo outros fatores determinantes que não o trânsito do cólon.
Já a diarreia sofre dificuldades de caracterização semelhantes às da constipação. Embora a passagem urgente de fezes líquidas, oito vezes por dia, seja diarreia por qualquer definição, há uma área cinzenta entre normal e anormal. Diarreia não é a passagem frequente de fezes duras. Por esta razão, fezes amolecidas ou aquosas, sem dor, que ocorrem em pelo menos 75% das evacuações é o critério de sintoma de diarreia funcional, um recurso que indica geralmente trânsito rápido através do cólon.
Em razão disto, o paciente deve ser indagado sobre urgência e frequência, pois esses sintomas são socialmente debilitantes e podem impedir o paciente de comer fora ou viajar, reduzindo significativamente a qualidade de vida. Quando a urgência é uma característica acentuada, a fraqueza do esfíncter anal deve ser considerada, especialmente em mulheres com um parto vaginal anterior difícil. Mais do que muitos outros sintomas de distúrbios gastrointestinais funcionais, a diarreia, particularmente quando associada a volumes acima de fezes normais, pode ter causa orgânica, necessitando de cuidado no questionamento e investigação mais extensa.
Tão importante quanto a caracterização destas alterações, está a identificação precoce de mudanças no trânsito intestinal. A mudança no padrão intestinal habitual do paciente pode necessitar o prosseguimento da investigação para excluir doenças de origem inflamatórias, psicossomáticas ou até malignas. O coloproctologista é o especialista apto para investigar, diagnosticar e tratar estas patologias.

Dificuldade em Segurar as Fezes ou os Flatos

Conhecida como incontinência fecal é caracterizada pela perda involuntária ou incapacidade de controlar a eliminação do conteúdo do intestino, composto por fezes e gases, através do ânus. Apesar desta situação não trazer graves consequências para a saúde, pode provocar constrangimento e ansiedade, além de diminuir substancialmente a qualidade de vida..
A incontinência fecal geralmente atinge idosos com idade acima dos 70 anos, apesar de também poder ocorrer em jovens e crianças.

Várias alterações na fisiologia do ânus e reto podem causar incontinência, podendo haver a associação de mais de uma causa. Algumas das principais causas incluem:

– Defeitos da musculatura do períneo causados pelo parto normal, cirurgias ou algum traumatismo na região;
– Alterações nos nervos da região, como ocorre na neuropatia diabética ou por outras doenças neurológicas;
– Inflamação na mucosa do reto, provocadas por infecções ou por radioterapia;
– Alterações na consistência das fezes, tanto por diarréia como prisão de ventre;
– Existência de prolapso retal ou megacólon, provocado pela doença de chagas, por exemplo;
– Síndrome do intestino irritável;
– Doenças metabólicas, como hipertireoidismo ou diabetes;
– Uso de medicamentos, como Metformina, Acarbose, antidepressivos ou laxantes.

O tratamento da incontinência fecal varia de acordo com a causa e a gravidade da doença. Os problemas mais simples podem ser tratados com mudança de hábitos alimentares, como aumento do consumo de fibras e líquidos na dieta, como forma de regularizar o trânsito intestinal, além da diminuição de álcool, cafeína, gorduras e açúcares na dieta.

A fisioterapia e exercícios de biofeedback são importantes para recondicionar os músculos da pelve, pois aumentam a força e resistência, estimulam o fluxo sanguíneo, o funcionamento dos nervos, além de aumentarem a consciência corporal.

Em algumas situações, o uso de medicamentos é indicada. Quando não há melhora com os tratamentos anteriores, pode ser preferível a realização de uma cirurgia, que pode atuar corrigindo músculos que estejam lesionados, reforçando a musculatura do canal anal enfraquecida ou, até, com o implante de um esfincter anal artificial.

Dores Abdominais

As características da dor abdominal incluem a localização, a irradiação (se houver), o caráter (ardor, em pontadas, cólicas), padrão e duração (desde o início e a duração da crise) e fatores precipitantes e de alívio. Dor abdominal ou desconforto de origem gastrointestinal funcional surge da estimulação dos nervos viscerais: normalmente é difusa e mal localizada, muitas vezes no abdome inferior ou central. Quando perguntado para demonstrá-la, o paciente pode usar uma mão estendida, colocada sobre a área. Dados que sugerem a origem gastrointestinal da dor abdominal incluem exacerbação ao comer e alívio por defecação, sendo esta última parte dos critérios diagnósticos para síndrome do intestino irritável (SII). No entanto, apesar da alimentação aumentar a motilidade do cólon, pode produzir desconforto por meia hora depois, sendo característica de muitas doenças gastrointestinais. Portanto, a dor após refeições não faz parte dos critérios diagnósticos para a SII.
Uma característica crucial da dor abdominal de SII é a associação temporal com hábito intestinal alterado. Uma alteração simultânea da frequência e consistência das fezes nas evacuações simultânea com a dor é um fenômeno indicativo.
Dores Anais

Dores Anais

A dor anal, ou dor no ânus ou reto, pode ter diversas causas, como fissuras, hemorroidas ou fístulas. Em razão disto, é importante verificar em que situações a dor aparece e se é acompanhada de outros sintomas, como sangue nas fezes ou coceira, por exemplo. Porém, a dor anal também pode ser provocada por doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, gonorreia ou herpes, assim como outras infecções, inflamações do intestino, abcessos ou câncer. Neste sentido, é importante consultar um proctologista, pois pode ser necessário tomar antibióticos ou haver necessidade de fazer uma cirurgia, dependendo da causa de dor anal. Saiba mais sobre câncer anal.

Sangramentos

Sangramentos

O sangramento anal pode ser causado por diversas situações. A mais frequente são as hemorróidas. Contudo, o sangue pode ocorrer nas fezes e, portanto, ter origem diferenciada. Normalmente, o sangramento anal se apresenta em uma tonalidade de vermelho intenso. Já o sangramento que vem misturado com as fezes é de um vermelho escuro, em razão da coagulação do sangue. Se ele se apresentar excessivo torna-se um caso de emergência e um médico especialista deve ser imediatamente procurado. Se for em pequena quantidade e frequente é prioritário que se marque uma consulta, preferencialmente com um proctologista. Para observar a ocorrência de sangramentos é importante verificar o papel higiênico utilizado ou mesmo o vaso sanitário.
Alguns casos podem necessitar exames complementares para excluir outras causas de sangramento, como é o caso da colonoscopia.

Secreção Purulenta Perianal

A secreção purulenta perianal (pus) se forma no abscesso anal. Geralmente, ocorre através da infecção de pequenas glândulas existentes no canal anal.

O abscesso produz um quadro de sintomas relacionados à infecção. É comum a apresentação de dor (contínua e/ou latejante) e inchaço na região, que se apresenta quente e avermelhada. Também podem acompanhar o quadro: febre, calafrios, cansaço, prostração e inapetência.
Os abscessos podem comprometer o estado geral do indivíduo e seu tratamento mais indicado é a drenagem cirúrgica associada à antibioticoterapia. Em alguns casos o abscesso se rompe e drena espontaneamente.
Pacientes portadores de diabetes, leucemia e outras doenças que levam à deficiência imunológica necessitam de cuidados especiais pela gravidade e rapidez com que a infecção pode evoluir.

COLONOSCOPIA

É o principal exame para diagnosticar doenças do intestino. Ele possibilita ao médico a análise do revestimento interno do intestino grosso e parte do intestino delgado em uma área que corresponde ao reto, ao cólon e ao íleo terminal.

O procedimento serve para encontrar pólipos, tumores, inflamações, úlceras e outras alterações no órgão, sendo atualmente um dos principais métodos de rastreamento do câncer de cólon e reto.

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